quarta-feira, 5 de agosto de 2015

"Vaca" por João Pires


Se, de vez em quando, o leite azeda por aí, não tenho nada com isso; a vaca não é minha. Escolham melhor na próxima vez.



João Pires

terça-feira, 14 de julho de 2015

João Almeida - Fotógrafo de Emoções

João Almeida cresceu com a imagem num cinema em Matosinhos - Portugal.
Especializou-se na reportagem de casamentos por acreditar que nada é mais mágico que congelar uma história de amor no tempo e no espaço.

Fotógrafo de emoções, cria fotografia para pessoas apaixonadas, com o intuito que cada colecção de fotos seja única e espelhe a pessoa fotografada.

Próxima sexta-feira, dia 27 de junho às 21:30m, teremos Conversas Soltas com João Almeida no Monte Da Luz - Amigos Do Progresso Da Foz - Porto em Portugal.

Página oficial de João Almeida (http://www.joaoalmeidafotografia.com/)

Entrevista por email a José Magalhães

Entrevista por email a José Magalhães


Entrevista por email a José Magalhães
José Magalhães


1. Qual o teu primeiro contacto com a fotografia ?
O meu primeiro contacto com a fotografia deu-se em Aveiro, quando vivi em casa de uns tios. Ele, fotógrafo amador, incutiu-me a vontade de vir a poder fazer trabalhos como o dele. pouco tempo depois, o meu pai recebeu, como herança, uma Leica II, e foi essa a primeira máquina com que fotografei.

2. Como desenvolveste o gosto pela fotografia ?
O meu gosto pela fotografia desenvolveu-se com o contacto que tive com o meu vizinho e pai do meu maior  amigo, o sr Raposo, fotógrafo, que me convenceu a comprar uma máquina, uma Petri FT EE, que foi a minha primeira máquina.

3. Que tipo de fotografia gostarias de fazer ?
Não há um tipo específico de fotografia que eu não faça e que gostasse de vir a fazer. 

4. Que tipo de fotografia costumas fazer ?
Normalmente faço fotografias de cidade e paisagens. De um modo geral fotografo tudo o que toca a minha sensibilidade

5. leste algum livro sobre fotografia ? Se sim, qual ou quais?
Os livros de fotografia servem-me como consulta. Tenho alguns, desde técnicos até livros de alguns autores consagrados.

6. Já fizeste algum curso de fotografia ?
Nunca fiz cursos de fotografia. Fiz workshops, seminários e há muitos anos, micro - cursos de iniciação à fotografia.


foto de José Magalhães
foto de José Magalhães

7. Quais são as partes do dia que geralmente utilizas para fotografar (manhã, tarde ou noite)?
Não escolho horas para fotografar, no entanto, raramente fotografo à noite, e a maior parte das vezes faço-o de manhã.

8. Fotografas durante a semana ou no final de semana ?
Raramente fotografo no final de semana. A gestão do meu tempo permite-me fotografar durante a semana.

9. Qual é o equipamento de fotografia que geralmente utilizas ?
Actualmente utilizo três máquinas fotográficas e geralmente só três objectivas. Uma 12-24, uma 18-55, e uma 75-300

10. Já experimentaste várias máquinas fotográficas ou geralmente utilizas sempre a mesma?
Já utilizei várias máquinas desde o tempo do analógico (que hoje já não uso). As que mais me impressionaram foram a Petri FT EE e a Nikon FE (a minha preferida durante muitos anos). 
Das máquinas digitais, sempre tive Sony. W100 (compacta), A700, A390 (modificada para IR), A77, e Rx100 (compacta). Actualmente utilizo as últimas três.

11. Já experimentaste fotografar com telemóvel ?
Já experimentei fotografar com telemóvel, o meu tem uma câmara de 8 milhões de pixeis, mas, não gosto. Cada coisa para a sua coisa!

12. Se fazes fotografia de retrato, tens algum modelo habitual ?
Raramente faço fotografia de retrato.

13. Quando viajas levas a máquina fotográfica contigo ? O que procuras fotografar ? Paisagens, Monumentos e/ou Pessoas?
Quando viajo levo sempre comigo a máquina fotográfica. Normalmente a compacta (Sony Rx100), que tem uma qualidade excepcional. 
Paisagens e pessoas são quase sempre o meu foco promordial. Mas os monumentos fazem parte da "reportagem" da viagem.

14. Em que modo costumas fotografar ? (automatico, manual, prioridade à abertura, etc)
Normalmente fotografo com "prioridade à abertura", mas utilizo muitas vezes o "manual". 

15. Gostas mais da fotografia a cores ou P&B ?
Depende da fotografia que eu estiver a fazer. Há umas em que a cor se mostra essencial e outras em que o preto e branco é o que mais a valoriza. Não tenho preferências, gosto de fotografia.

16. Na tua Galeria de Fotos consegues eliminar todas fotos até obteres uma galeria com as tuas 6 melhores fotos ?
Consigo dizer quais são as fotografias que mais gosto, mas são mais de seis. Não consigo eliminar nada do que faço, seja bom ou mau. Também aprendo com os erros que a cada passo vejo e revejo.

17. Costumas publicar as tuas fotos em algum site de fotografia ? Se sim, qual ou quais ?
Costumo, tenho fotografias publicadas no 1000imagens, no Liquidimages, e no 500px, entre outros.

18. O que mais procuras num site de fotografia ? (exposição das fotos, comentários, dicas, outros)
Normalmente procuro uma certa exposição dos trabalhos e se possível alguns comentários com criticas que me ajudem a poder ver o que está mal ou o que está melhor do que normalmente aparece, de modo a que eu possa evoluir.

19. O que mais te agrada na fotografia:    Estética; Composição; Cor; Luz; Contraste; Impacto visual
Começaria pela Estética que inclui a composição, depois, e muito importante, a luz.

20. Quem mais te influenciou na fotografia ?
As pessoas a que já fiz referência, o meu tio de Aveiro e o sr Raposo, também, na mesma altura, os trabalhos que só conheci mais tarde, de um outro tio (de quem recebemos a máquina Leica, a minha mulher que no ano de 2007 decidiu oferecer-me uma Sony A700  "obrigando-me" a recomeçar o que eu tinha interrompido muitos anos antes, e mais recentemente dois grandes amigos, o Luís Raposo e o José Marafona.


foto de José Magalhães
foto de José Magalhães


21. Porque é que a fotografia é importante para ti ?
A fotografia é uma das formas de comunicação que utilizo. Sem ela não me sinto completo.

22. Acreditas na expressão: Uma foto vale mil palavras ? Se sim, porquê ?
Esta frase é um "chavão" normalmente utilizado. Acredito que uma foto pode valer mil palavras, mas também acredito que algumas palavras podem valer mais que uma foto. Depende das circunstâncias. Estando colocado nos dois lados, na escrita e na fotografia, não posso deixar de pensar assim.

23. Se a fotografia não existisse, o mundo seria diferente ?
Claramente, o mundo seria diferente, sim, mas, não sei se para melhor ou se para pior. Deixaríamos de poder saber das coisas belas que o mundo tem, mas também estaríamos salvaguardados do conhecimento que de muito mau existe, como por exemplo, das guerras, da morte violenta e das doenças. De tudo, só ouviríamos falar ou veríamos um ou outro desenho ou pintura, e, pela ignorância global, seríamos eventualmente mais felizes.

24. O que gostarias de ver através da tua câmara fotográfica ?
Gostaria de ver a bondade, o perdão e a poesia.

25. Quem é o teu fotografo favorito ?
Não tenho um fotógrafo favorito, embora goste do trabalho de muitos, muitos deles Portugueses.

26. Achas que é preciso ter talento para registar emoção numa fotografia ?
Acho que é preciso uma ponta de sorte e de muito talento, se não estivermos a falar de situações de catástrofes, de doenças ou de guerra. Nessas circunstâncias poderá bastar um pouco de oportunismo.

27. Achas que o preço de uma câmara fotográfica pode afetar o resultado final da foto ?
De maneira nenhuma. Um bom fotógrafo faz boas fotografias com um caixote, um mau fotógrafo não o fará, nem com a melhor máquina do mundo. Mas no meio, como em tudo, estará a virtude, e um bom fotógrafo, com uma boa máquina (e as boas poderão ver o seu preço ser superior a uma qualquer outra) e uma boa objectiva pode conseguir melhores resultados do que com uma máquina menos boa, mas isso, sempre dependendo do objectivo final a que se propõe.

28. Tens estilo próprio na fotografia ? Se sim, qual ?
Penso que não tenho um estilo próprio.

29. Para ti a fotografia é um hobby ou um modo de vida (profissional) ?
A fotografia é, para mim, um gozo tremendo.

30. O que é necessário para ser um bom fotografo ?
Para se ser um bom fotógrafo, dentro dos meus parâmetros,  tem de se ter "o olhar" e "a sensibilidade" que permitam, aliado a uma técnica razoável, quando a fotografia for visualizada, transmitir um sentimento.

31. O que mais gostas de fotografar ?
O que mais fotografo são paisagens, seguido das pessoas e da arquitectura. O meu gosto principal distribui-se por essas três áreas.

32. Na tua opinião, o que faz da fotografia uma arte ?
Partindo do princípio que arte é a aplicação de conhecimentos e regras que permitem dar execução prática a uma ideia ou a um pensamento, a fotografia é sem dúvida, uma arte.

33. Acreditas que a fotografia de rolo (35mm) vai acabar definitivamente na fotografia digital ?
A fotografia analógica tem ainda muitos seguidores, há até quem diga que cada vez mais, pelo que não se prevê que acabe nos tempos mais próximos.

34. Qual é a história da tua fotografia? Todos os fotógrafos são considerados contadores de histórias.
Tento, em cada fotografia, mostrar que a poesia anda por aí. Bastará olhar.
O que transmitem as tuas fotos?
Tento que transmitam beleza, poesia e sentimento.

35. Como fotógrafo, és o primeiro crítico dos teus trabalhos?
Raramente gosto muito dos meus trabalhos (no primeiro impacto). Sou um crítico feroz e implacável.

36. Concordas com a expressão: "Escrever um elogio com a intenção de agradar o fotógrafo para receber a sua visita, é tão mau como dar uma crítica destrutiva."
Concordo, qualquer uma é muito má.

Veja também a entrevista por email a Rui Farinha

por João Pires

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Entrevista por email a Laurindo Almeida

1. Qual o teu primeiro contacto com a fotografia?
O meu primeiro contacto com a fotografia perde-se no tempo. Naquela altura a imagem, no seu todo era algo que me apaixonava, estávamos na altura do advento do design, das grandes discussões em torno de disciplinas como arquitetura e a própria fotografia, arte ou não arte, alternativa à pintura ou simples registo sem valor ... a reprodutibilidade que a fotografia apresentava atirava a fotografia muitas vezes para uma atividade de artífice, enquanto polulavam pelo cidade os estúdios, a esmaltagem ou os fotógrafos de cavalinho. Eu jovem estudante de artes e de arquitetura andava entusiasmado, não me faltavam propostas no campo visual, fazer um cartaz para ... desenhar um jornal de escola, um logotipo, e fotografar, fotografar tudo e todos, para mim, para um jornal, para uma exposição, para uma empresa, para um catálogo, para um casamento, batizado ou comunhão, para uma empresa para um amigo, para uma amiga ou simplesmente conhecido. O importante era fotografar ... revelar e fazer aparecer as imagens ...

2. Como desenvolveste o gosto pela fotografia?Basicamente fotografando e percebendo que na fotografia nunca estamos sozinhos, mesmo quando o fazemos solitariamente. Estamos sempre com quem fotografamos mesmo sem o conhecer ou lhe falar e essa relação prolonga-se no tempo quando o revelamos, imprimimos, retocamos ...

3. Que tipo de fotografia gostas de fazer?
Ainda não descobri qual o meu tipo de fotografia, penso que a fotografia que mais gosto de fazer é que vou fazer amanhã ...

4. Já leste algum livro sobre fotografia? 
De alguma forma quase todos os livros são de fotografia, a inspiração ou o conhecimento estão um pouco por todo o lado e não só na leitura. Realmente já li imensos livros sobre fotografia, quer técnicos, imprescindíveis no tempo em que a química era relevante na fotografia, mas úteis hoje em que a tecnologia domina e portanto temos que nos manter atualizados, quer de fotógrafos, quer de teoria em volta da fotografia. Confesso que acho atualmente, embora continua a ler um pouco de tudo que este terceiro tipo de livros são os mais interessantes. Penso ser difícil estar na fotografia sem nunca ter refletido sobre por exemplo e citando só alguns clássicos, sobre os escritos de Walter Benjamim ou alguns livros de Barthes.

5. Já fizeste algum curso de fotografia?
Embora seja formador de fotografia, tento participar em todas as oportunidades de formação pois aprendo sempre qualquer coisa em todas ...

6. Quais são as partes do dia que geralmente utilizas para fotografar (manhã, tarde ou noite)?
Utilizo as 24 horas do dia para fotografar, desde que possa e tenha disposição ou tenha que o fazer. Estou plenamente de acordo com a ideia generalizada de que o nascer do sol é a melhor hora para fotografar, embora tenha alguma dificuldade em fotografar a essa hora, por compromissos com a minha cama ... o final de dia fornece-nos também um tempo, magnifico para fotografar, e por sinal de maior duração que o inicio. Sou dinamizador de um coletivo fotográfico que se designa “Fotografia à hora do almoço – a pior hora para fotografar” e daí têm surgido imagens que não envergonham ninguém ... 

7. Qual é o equipamento de fotografia que geralmente utilizas?
Gosto de utilizar um pouco de tudo, embora goste mais do controlo que uma SLR ou DSLR me permite. Uma rangefinder ou uma CSC são uma escolha habitual ligeira, mas que não me deixam tão satisfeito, até por geralmente se observar pela eletrónica, pelo ecrã e não pelo visor ... às compactas não consigo de todo habituar-me e respeitando muito quem utiliza o telemóvel (ou o iPhone que teimam por elitismo a considerar outra coisa que não um smartphone) só o consigo utilizar como registo tipo bloco notas e não como fotografia. Limitações minhas decerto...

8. Já experimentaste várias máquinas fotográficas ou geralmente utilizas sempre a mesma?
Se o euromilhões algum dia acertar nos meus números, com uma dose elevada de certeza experimentarei diariamente um equipamento e/ou uma objetiva. Entertanto tento diversificar o mais possível as minhas experiências, e por vezes recorrendo mesmo a algum equipamento “pré-histórico” para me lembrar do porquê da nossa existência.
Nos cursos que ministro tento incentivar em sessões práticas a troca de equipamentos entre os discentes.

9. Já experimentaste fotografar com telemóvel?
Como já disse atrás utilizo a capacidade de fotografia dos telemóveis apenas como bloco notas.

10. Se fazes fotografia de retrato, tens algum modelo habitual?
Sim, o género humano ...

11. Quando viajas levas a máquina fotográfica contigo? O que procuras fotografar? Paisagens, Monumentos e/ou Pessoas?
Dificilmente me separa de uma máquina, ou várias. Antigamente dizia-se que em vez de fotografar monumentos mais valia comprar postais (hoje deve ser a procura no Google). Cada dia estou menos certo disso, em viagem tento manter-me o mesmo fotografo que na minha cidade, fotografo emoções, pelo menos as minhas. Claro que a ponte D. Luis vista ao vivo pela primeira vez é interpretada de maneira diferente de quem como eu a pode ver assiduamente, pelo que se calhar as grandes paisagens ou monumentos, em viagem, acabam por ser o principal motivo a fotografar, embora menos importante 
... o motivo que nos leva a um local deve ser o que não podemos descurar e devemos captar de inicio. Já pensaram ir fotografar um casamento e perdermo-nos na miríade de pormenores de tal forma que o momento das alianças se perde ? ... foi para isso que lá fomos. 

12. Em que modo costumas fotografar? (automático, manual, prioridade à abertura, etc.)
Utilizo todos os modos, mas preferencialmente o manual e a prioridade à abertura. Penso que na pergunta faltam, pelo menos, dois modos importantes – a prioridade à velocidade/tempo de exposição e o program.

15. Gostas mais da fotografia a cores ou P&B?
A fotografia a P&B era uma limitação técnica. Quando surgiu a cor tínhamos que optar entre que rolo meter na câmara. Seguiu-se depois um período obscuro em que o P&B era tratado por processos de cor ... e veio o digital. Só fotografo a cores, como (quase) todos. Em termos da apresentação final continua 
a gostar de uma boa fotografia bem impressa a P&B (e cinzentos), permitindo apenas contemplar os efeitos da luz. Tenho a impressão que muita da fotografia digital que se apresenta a P&B, se faz para esconder imperfeições técnicas ou incapacidade de lidar com a cor, que por verdadeiras opções pessoais ... 

13. Num universo de 750 fotos de qualidade consegues escolher as 10 fotos melhores?
Sem dúvida ! Normalmente por iterações sucessivas. Claro que esta escolha dependerá do tempo que tenho para a seleção e do meu estado de espirito, mas estou em querer que a minha escolha não será muito diferente.

14. Costumas publicar as tuas fotos em algum site de fotografia? Se sim, qual ou quais?
Só por exceção. Sinceramente não sinto nenhuma necessidade de partilhar as minhas fotos. O coletivo “fotografia à Hora do almoço” já atrás referido, tem por regra a publicação de até três fotografias por semana no Flickr e esta é a única publicação habitual. De quando em vez publico um pouco por todo o lado.

15. O que mais procuras num site de fotografia? (exposição das fotos, comentários, dicas, outros)
O mais importante seriam os comentários, a discussão franca e essa praticamente é inexistente, principalmente num país como o nosso, habituado à falta de competitividade real, por mérito mas às hierarquias impostas, ao compadrio, à corrupção ... 

16. O que mais te agrada na fotografia:
Antes do mais a liberdade numa segunda linha toda a mística associada à formação da imagem 

17. Quem mais te influenciou na fotografia?
È uma questão difícil. Politicamente fica bem respondermos a esta pergunta, mas eu não tenho esse tipo de ambições. Sinceramente acho que a minha primeira influencia foi um já falecido tio meu, arquiteto modernista da escola do Porto. Depois devorei intensamente revistas como a Photo durante a minha formação visual. O movimento neo-realista teve para mim um grande fascínio e também fotógrafos como Cartier Bresson. Mas provavelmente nenhum deles foi quem mais me influenciou. Tento interpretar a fotografia como vejo a vida, portanto as minhas contradições e literacia serão eventualmente mais importantes que tudo o resto ...

18. Porque é que a fotografia é importante para ti?
Porque me faz gastar uma parte significativa do meu rendimento e porque lhe dedico grande parte do meu tempo ...

19. Acreditas na expressão: Uma foto vale mil palavras? Se sim, porquê?
Não! Eventualmente uma “Uma boa foto vale ...”, mas esta é uma questão complexa, desde logo porque a educação visual das comunidades está ainda muito aquém da intensidade da utilização da imagem como comunicação. Se a palavra, que agora usamos menos, principalmente proferida, já é facilmente manipulada a imagem ganha assim maior permissividade a este fenómeno ...

20. Outra questão que entendas como interessante.
Quando vamos beber um copo, discutir e tirar umas fotos ?

por João Pires

sábado, 21 de junho de 2014

Quatro Conversas Soltas sobre Fotografia - Sessão III

Nas Conversas Soltas sobre Fotografia, decorridas no Monte da Luz - Amigos do Progresso da Foz, no dia 20 de junho, tivemos a oportunidade de ouvir Rui Farinha, fotógrafo profissional e ver alguns dos seus trabalhos os quais puderam ser largamente apreciados e até discutidos.

Rui Farinha

Os ossos do ofício, a ética, a deontologia, a amizade e camaradagem entre profissionais foram temas de reflexão.
A paixão pela fotografia, bem como o rigor da informação, ficaram bem assentes nas palavras de Rui Farinha.


Veja também:



quarta-feira, 18 de junho de 2014

Fotojornalista Rui Farinha

Já na próxima sexta-feira teremos à conversa no Monte da Luz - Amigos do Progresso da Foz o fotógrafo profissional Rui Farinha.


Rui Farinha



"Penso que o papel do fotógrafo é o de observador privilegiado, que pode entrar em todos os sítios.Robert Doisneau (1912-1994)


Rui Farinha nasceu em Lisboa em 1958. Iniciou a sua carreira como fotojornalista free-lancer em 1982. Entre finais de 1985 e 1986, acompanhou toda a campanha eleitoral do candidato presidencial Salgado Zenha, como fotógrafo do Gabinete de Imprensa da candidatura.

© Rui Farinha - Publico


Em meados de 1986 interrompe o seu percurso como fotógrafo, ingressando nos quadros do representante oficial em Portugal, da empresa de equipamentos fotográficos Olympus.

Retoma a atividade como fotografo em 2007, especializando-se em fotografia de natureza, área onde obteve o 1.o prémio do concurso do Parque Biológico de Gaia, em 2008.

Licenciado em Tecnologia da Comunicação Audiovisual (ESMAE | IPP), tendo o seu projeto final de licenciatura (Às Armas) sido editado em livro em 2012. Ainda a nível académico, conclui a Pós Graduação em Fotografia, na Escola de Artes da Universidade Católica do Porto em Junho de 2013.

© Rui Farinha - Publico


Entre Dezembro de 2012 e Fevereiro de 2013 esteve na redação do jornal "PÚBLICO", no Porto, em estágio após licenciatura, como fotojornalista. Atualmente colabora com diversas empresas, como free-lancer, na cobertura fotográfica de eventos desportivos e de reportagem social, e com agências de informação, na área do fotojornalismo.

Veja também:

Entrevista por email a Rui Farinha

por Joao Pires