segunda-feira, 14 de julho de 2014

Entrevista por email a Laurindo Almeida

1. Qual o teu primeiro contacto com a fotografia?
O meu primeiro contacto com a fotografia perde-se no tempo. Naquela altura a imagem, no seu todo era algo que me apaixonava, estávamos na altura do advento do design, das grandes discussões em torno de disciplinas como arquitetura e a própria fotografia, arte ou não arte, alternativa à pintura ou simples registo sem valor ... a reprodutibilidade que a fotografia apresentava atirava a fotografia muitas vezes para uma atividade de artífice, enquanto polulavam pelo cidade os estúdios, a esmaltagem ou os fotógrafos de cavalinho. Eu jovem estudante de artes e de arquitetura andava entusiasmado, não me faltavam propostas no campo visual, fazer um cartaz para ... desenhar um jornal de escola, um logotipo, e fotografar, fotografar tudo e todos, para mim, para um jornal, para uma exposição, para uma empresa, para um catálogo, para um casamento, batizado ou comunhão, para uma empresa para um amigo, para uma amiga ou simplesmente conhecido. O importante era fotografar ... revelar e fazer aparecer as imagens ...

2. Como desenvolveste o gosto pela fotografia?Basicamente fotografando e percebendo que na fotografia nunca estamos sozinhos, mesmo quando o fazemos solitariamente. Estamos sempre com quem fotografamos mesmo sem o conhecer ou lhe falar e essa relação prolonga-se no tempo quando o revelamos, imprimimos, retocamos ...

3. Que tipo de fotografia gostas de fazer?
Ainda não descobri qual o meu tipo de fotografia, penso que a fotografia que mais gosto de fazer é que vou fazer amanhã ...

4. Já leste algum livro sobre fotografia? 
De alguma forma quase todos os livros são de fotografia, a inspiração ou o conhecimento estão um pouco por todo o lado e não só na leitura. Realmente já li imensos livros sobre fotografia, quer técnicos, imprescindíveis no tempo em que a química era relevante na fotografia, mas úteis hoje em que a tecnologia domina e portanto temos que nos manter atualizados, quer de fotógrafos, quer de teoria em volta da fotografia. Confesso que acho atualmente, embora continua a ler um pouco de tudo que este terceiro tipo de livros são os mais interessantes. Penso ser difícil estar na fotografia sem nunca ter refletido sobre por exemplo e citando só alguns clássicos, sobre os escritos de Walter Benjamim ou alguns livros de Barthes.

5. Já fizeste algum curso de fotografia?
Embora seja formador de fotografia, tento participar em todas as oportunidades de formação pois aprendo sempre qualquer coisa em todas ...

6. Quais são as partes do dia que geralmente utilizas para fotografar (manhã, tarde ou noite)?
Utilizo as 24 horas do dia para fotografar, desde que possa e tenha disposição ou tenha que o fazer. Estou plenamente de acordo com a ideia generalizada de que o nascer do sol é a melhor hora para fotografar, embora tenha alguma dificuldade em fotografar a essa hora, por compromissos com a minha cama ... o final de dia fornece-nos também um tempo, magnifico para fotografar, e por sinal de maior duração que o inicio. Sou dinamizador de um coletivo fotográfico que se designa “Fotografia à hora do almoço – a pior hora para fotografar” e daí têm surgido imagens que não envergonham ninguém ... 

7. Qual é o equipamento de fotografia que geralmente utilizas?
Gosto de utilizar um pouco de tudo, embora goste mais do controlo que uma SLR ou DSLR me permite. Uma rangefinder ou uma CSC são uma escolha habitual ligeira, mas que não me deixam tão satisfeito, até por geralmente se observar pela eletrónica, pelo ecrã e não pelo visor ... às compactas não consigo de todo habituar-me e respeitando muito quem utiliza o telemóvel (ou o iPhone que teimam por elitismo a considerar outra coisa que não um smartphone) só o consigo utilizar como registo tipo bloco notas e não como fotografia. Limitações minhas decerto...

8. Já experimentaste várias máquinas fotográficas ou geralmente utilizas sempre a mesma?
Se o euromilhões algum dia acertar nos meus números, com uma dose elevada de certeza experimentarei diariamente um equipamento e/ou uma objetiva. Entertanto tento diversificar o mais possível as minhas experiências, e por vezes recorrendo mesmo a algum equipamento “pré-histórico” para me lembrar do porquê da nossa existência.
Nos cursos que ministro tento incentivar em sessões práticas a troca de equipamentos entre os discentes.

9. Já experimentaste fotografar com telemóvel?
Como já disse atrás utilizo a capacidade de fotografia dos telemóveis apenas como bloco notas.

10. Se fazes fotografia de retrato, tens algum modelo habitual?
Sim, o género humano ...

11. Quando viajas levas a máquina fotográfica contigo? O que procuras fotografar? Paisagens, Monumentos e/ou Pessoas?
Dificilmente me separa de uma máquina, ou várias. Antigamente dizia-se que em vez de fotografar monumentos mais valia comprar postais (hoje deve ser a procura no Google). Cada dia estou menos certo disso, em viagem tento manter-me o mesmo fotografo que na minha cidade, fotografo emoções, pelo menos as minhas. Claro que a ponte D. Luis vista ao vivo pela primeira vez é interpretada de maneira diferente de quem como eu a pode ver assiduamente, pelo que se calhar as grandes paisagens ou monumentos, em viagem, acabam por ser o principal motivo a fotografar, embora menos importante 
... o motivo que nos leva a um local deve ser o que não podemos descurar e devemos captar de inicio. Já pensaram ir fotografar um casamento e perdermo-nos na miríade de pormenores de tal forma que o momento das alianças se perde ? ... foi para isso que lá fomos. 

12. Em que modo costumas fotografar? (automático, manual, prioridade à abertura, etc.)
Utilizo todos os modos, mas preferencialmente o manual e a prioridade à abertura. Penso que na pergunta faltam, pelo menos, dois modos importantes – a prioridade à velocidade/tempo de exposição e o program.

15. Gostas mais da fotografia a cores ou P&B?
A fotografia a P&B era uma limitação técnica. Quando surgiu a cor tínhamos que optar entre que rolo meter na câmara. Seguiu-se depois um período obscuro em que o P&B era tratado por processos de cor ... e veio o digital. Só fotografo a cores, como (quase) todos. Em termos da apresentação final continua 
a gostar de uma boa fotografia bem impressa a P&B (e cinzentos), permitindo apenas contemplar os efeitos da luz. Tenho a impressão que muita da fotografia digital que se apresenta a P&B, se faz para esconder imperfeições técnicas ou incapacidade de lidar com a cor, que por verdadeiras opções pessoais ... 

13. Num universo de 750 fotos de qualidade consegues escolher as 10 fotos melhores?
Sem dúvida ! Normalmente por iterações sucessivas. Claro que esta escolha dependerá do tempo que tenho para a seleção e do meu estado de espirito, mas estou em querer que a minha escolha não será muito diferente.

14. Costumas publicar as tuas fotos em algum site de fotografia? Se sim, qual ou quais?
Só por exceção. Sinceramente não sinto nenhuma necessidade de partilhar as minhas fotos. O coletivo “fotografia à Hora do almoço” já atrás referido, tem por regra a publicação de até três fotografias por semana no Flickr e esta é a única publicação habitual. De quando em vez publico um pouco por todo o lado.

15. O que mais procuras num site de fotografia? (exposição das fotos, comentários, dicas, outros)
O mais importante seriam os comentários, a discussão franca e essa praticamente é inexistente, principalmente num país como o nosso, habituado à falta de competitividade real, por mérito mas às hierarquias impostas, ao compadrio, à corrupção ... 

16. O que mais te agrada na fotografia:
Antes do mais a liberdade numa segunda linha toda a mística associada à formação da imagem 

17. Quem mais te influenciou na fotografia?
È uma questão difícil. Politicamente fica bem respondermos a esta pergunta, mas eu não tenho esse tipo de ambições. Sinceramente acho que a minha primeira influencia foi um já falecido tio meu, arquiteto modernista da escola do Porto. Depois devorei intensamente revistas como a Photo durante a minha formação visual. O movimento neo-realista teve para mim um grande fascínio e também fotógrafos como Cartier Bresson. Mas provavelmente nenhum deles foi quem mais me influenciou. Tento interpretar a fotografia como vejo a vida, portanto as minhas contradições e literacia serão eventualmente mais importantes que tudo o resto ...

18. Porque é que a fotografia é importante para ti?
Porque me faz gastar uma parte significativa do meu rendimento e porque lhe dedico grande parte do meu tempo ...

19. Acreditas na expressão: Uma foto vale mil palavras? Se sim, porquê?
Não! Eventualmente uma “Uma boa foto vale ...”, mas esta é uma questão complexa, desde logo porque a educação visual das comunidades está ainda muito aquém da intensidade da utilização da imagem como comunicação. Se a palavra, que agora usamos menos, principalmente proferida, já é facilmente manipulada a imagem ganha assim maior permissividade a este fenómeno ...

20. Outra questão que entendas como interessante.
Quando vamos beber um copo, discutir e tirar umas fotos ?

por João Pires

sábado, 21 de junho de 2014

Quatro Conversas Soltas sobre Fotografia - Sessão III

Nas Conversas Soltas sobre Fotografia, decorridas no Monte da Luz - Amigos do Progresso da Foz, no dia 20 de junho, tivemos a oportunidade de ouvir Rui Farinha, fotógrafo profissional e ver alguns dos seus trabalhos os quais puderam ser largamente apreciados e até discutidos.

Rui Farinha

Os ossos do ofício, a ética, a deontologia, a amizade e camaradagem entre profissionais foram temas de reflexão.
A paixão pela fotografia, bem como o rigor da informação, ficaram bem assentes nas palavras de Rui Farinha.


Veja também:



quarta-feira, 18 de junho de 2014

Fotojornalista Rui Farinha

Já na próxima sexta-feira teremos à conversa no Monte da Luz - Amigos do Progresso da Foz o fotógrafo profissional Rui Farinha.


Rui Farinha



"Penso que o papel do fotógrafo é o de observador privilegiado, que pode entrar em todos os sítios.Robert Doisneau (1912-1994)


Rui Farinha nasceu em Lisboa em 1958. Iniciou a sua carreira como fotojornalista free-lancer em 1982. Entre finais de 1985 e 1986, acompanhou toda a campanha eleitoral do candidato presidencial Salgado Zenha, como fotógrafo do Gabinete de Imprensa da candidatura.

© Rui Farinha - Publico


Em meados de 1986 interrompe o seu percurso como fotógrafo, ingressando nos quadros do representante oficial em Portugal, da empresa de equipamentos fotográficos Olympus.

Retoma a atividade como fotografo em 2007, especializando-se em fotografia de natureza, área onde obteve o 1.o prémio do concurso do Parque Biológico de Gaia, em 2008.

Licenciado em Tecnologia da Comunicação Audiovisual (ESMAE | IPP), tendo o seu projeto final de licenciatura (Às Armas) sido editado em livro em 2012. Ainda a nível académico, conclui a Pós Graduação em Fotografia, na Escola de Artes da Universidade Católica do Porto em Junho de 2013.

© Rui Farinha - Publico


Entre Dezembro de 2012 e Fevereiro de 2013 esteve na redação do jornal "PÚBLICO", no Porto, em estágio após licenciatura, como fotojornalista. Atualmente colabora com diversas empresas, como free-lancer, na cobertura fotográfica de eventos desportivos e de reportagem social, e com agências de informação, na área do fotojornalismo.

Veja também:

Entrevista por email a Rui Farinha

por Joao Pires

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Entrevista por email ao fotógrafo profissional - Rui Farinha



Rui Farinha
Rui Farinha



  1. Qual o teu primeiro contacto com a fotografia? 
  2. Em 1982, como amador “apaixonado”

  3. Como desenvolveste o gosto pela fotografia?
    Através da APAF (Associação Portuguesa de Arte Fotográfica - www.apaf.com.pt)

  4. Que tipo de fotografia gostas de fazer?
    Documental

  5. Já leste algum livro sobre fotografia? Felizmente tantos que não consigo descrever todos

  6. Já fizeste algum curso de fotografia?
    Licenciatura em Tecnologia da Comunicação Audiovisual (ESMAE) e Pós Graduação em Fotografia pela Escola de Artes da UCP. Mas o principal curso é ver muitas e boas fotografias, e fotografar muito, alinhando o cérebro, o olhar e o coração, como dizia Henri Cartier Bresson.

  7. Quais são as partes do dia que geralmente utilizas para fotografar (manhã, tarde ou noite)? Todas aquelas em que surjam assuntos que merecem e devem ser registados, olhando a luz sem olhar a que parte do dia essa luz pertence.

  8. Fotografas durante a semana ou no final de semana? Respondo com uma frase de Robert Doisneau (1912-1994); "Penso que o papel do fotógrafo é o de observador privilegiado, que pode entrar em todos os sítios." Conclusão desde que haja sítio para entrar a data não interessa

  9. Qual é o equipamento de fotografia que geralmente utilizas? Nikon D3

  10. Já experimentaste várias máquinas fotográficas ou geralmente utilizas sempre a mesma? Já tive outras sim desde na época das analógicas, (Nikon F2, F3, FM) mas atualmente uso apenas as Nikon D3 (tenho duas).

  11. Já experimentaste fotografar com telemóvel?
    Não. Sou fotógrafo, e lamentavelmente as Nikon não atendem chamadas...

  12. Se fazes fotografia de retrato, tens algum modelo habitual? O retratado...

  13. Quando viajas levas a máquina fotográfica contigo? O que procuras fotografar? Paisagens, Monumentos e/ou Pessoas? Fotografo tudo que acho relevante do local, com ou sem pessoas, de acordo com o sentimento que o mesmo me transmite.

  14. Em que modo costumas fotografar? (automático, manual, prioridade à abertura, etc.) Maioritariamente em manual, porque me esqueço das compensações que muitas das vezes colocamos nos modos automáticos. Por isso, quando preciso de compensar faço manualmente. Mas não tenho nenhum “alergia” em fotografar em modo A, S ou até P. Por exemplo em desporto, se a luz do estádio é homogénea, a prioridade é o diafragma, e por isso com um ISO que nos dê a velocidade pretendida, o modo de prioridade ao diafragma é muito mais cómodo.

  15. Gostas mais da fotografia a cores ou P&B? Gosta de fotografia, e não tenho aquele complexo de que o Preto e Branco disfarça um erro no equilíbrio dos brancos, ou que a ausência de cor “dramatiza” e “valoriza” a imagem.

  16. Num universo de 750 fotos de qualidade consegues escolher as 10 fotos melhores?
    Creio que sim já que gosto é algo muito pessoal.

  17. Costumas publicar as tuas fotos em algum site de fotografia? Se sim, qual ou quais?www.rui-farinha.pt (anteriormente “postava” no Flickr, mas quem não quer ser roubado, não deve publicar nesses tipo de site).

  18. O que mais procuras num site de fotografia? (exposição das fotos, comentários, dicas, outros) A qualidade e a excelência das imagens.

  19. O que mais te agrada na fotografia: - Estética? - Composição? - Cor? - Luz? - Contraste - Impacto visual? Acho que uma boa foto chama a atenção por um conjunto bem equilibrado destes fatores, quando um deles fica prejudicado todo o conjunto fica.

  20. Quem mais te influenciou na fotografia? Eric Salomon, Eugène Atget, Craig F. Walker, Sebastião Salgado, Robert Doisneau, Gerard Castelo Lopes, Jeff Ascough; Miguel Riopa, Manuel Roberto, Carlos Gil, Alfredo Cunha, Daniel Rocha, Adriano Miranda... e muitos mais, que lamentavelmente omito, não por ausência de memória das suas fotografias, mas ausência de memória dos seus nomes, neste momento...

  21. Porque é que a fotografia é importante para ti? É uma arte, não só de escrever com a luz, mas porque como costumo dizer, apesar de todos nós sabermos ler e escrever, nem todos somos escritores.

  22. Acreditas na expressão: Uma foto vale mil palavras? Se sim, porquê? Ou dez mil.... Depende.... No caso dos fotojornalistas de imprensa diária, depende de três P’s (Posicionamento | Preparação | Perceção). No caso dos foto-documentalistas devemos acrescer a estes três fatores mais outros três que “curiosamente” também começam por P (Pré-preparação | Período | Publico).

Ensaio sobre Luz Lighting Lumiere

Ensaio sobre Luz Lighting Lumiere


por Joao Pires

sábado, 14 de junho de 2014

Quatro Conversas Soltas sobre Fotografia - Sessão II

Na passada sexta-feira dia 13 tivemos à conversa José Paulo Andrade, professor associado de anatomia na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto.

Esta conversa foi moderada por Laurindo Almeida, tendo decorrido no Monte da Luz - Amigos do Progresso da Foz e representada por Patricia Pereira.

Nesta Conversa Solta sobre fotografia foi abordado o tema da interpretação da imagem pelo cérebro, a ilusão de óptica, exemplificado pela ilusão do tabuleiro de damas, entre outros.

Foi também abordado o movimento dos olhos - as sacadas - tendo sido apresentado um mapeamento dos movimentos oculares: exploração sacádica.

Temas como a dinâmica do enquadramento, linhas do olhar, focagem, profundidade de campo, momento, perspectiva e profundidade, carga visual e a regra dos terços também foram abordadas. 

De seguida foi apresentada uma parte do seu trabalho fotográfico que consiste numa sistematização das ruas da cidade do Porto em Portugal. Essa recolha de informação fotográfica tende a ser metódica e dotada de rigor quase documental, sem descurar alguma criatividade.

Rua de Pena Ventosa por José Paulo Andrade

José Paulo Andrade é conhecido pelo trabalho fotográfico desenvolvido sobre as "Ruas do Porto".
Tem efetuado várias exposições e sido premiado em vários certames e concursos de fotografia nacional e internacional.

O seu trabalho pode ser visitado em http://www.pbase.com/jandrade/ruas_do_porto ou no Facebook.


Veja também:
Quatro Conversas Soltas sobre Fotografia - Sessão I
(http://fotografia-pura.blogspot.pt/2014/06/quatro-conversas-soltas-sobre.html)

por Joao Pires

sábado, 7 de junho de 2014

Quatro Conversas Soltas sobre Fotografia - Sessão I

Na passada sexta-feira decorreu a Primeira Sessão de Quatro Conversas Soltas sobre Fotografia realizada no Monte da Luz - Amigos do Progresso da Foz e coordenada por Laurindo Almeida.

 Conversar em volta do conceito de street photography e partilha nas redes sociais através do coletivo "Fotografia à Hora do Almoço - a pior hora para fotografar". 


Nesta sessão estiveram presentes alguns membros do coletivo: Clara Figueiredo, Patrícia Pereira, Fernando Guedes Pinto, José Brito e Leonel Manso.


DSC01481
Fotografia à Hora do Almoço

Contamos ainda com a presença de Hélder Lopes, Carlos Pereira, Susana Almeida, bem como com alguns dos melhores fotógrafos da atualidade: José Paulo Andrade, Rui Farinha e João Almeida, os quais também teremos oportunidade de os ouvir já nas próximas sessões.

Na Sessão II, já na próxima sexta-feira, dia 13 de junho, teremos oportunidade de ouvir José Paulo Andrade e a sua paixão por fotografia.


Tecnologia/tradição
Fotografia à Hora do Almoço


Contamos contigo já na próxima sexta-feira às 21h no Farol de Nossa Senhora da Luz.



"Fotografia à Hora do Almoço - a pior hora para fotografar" (https://www.flickr.com/groups/photo12to14/)

Veja também:
Quatro Conversas Soltas sobre Fotografia - Sessão II
http://fotografia-pura.blogspot.pt/2014/06/quatro-conversas-soltas-sobre_14.html



Joao Pires

quarta-feira, 14 de maio de 2014

quarta-feira, 7 de maio de 2014

terça-feira, 29 de abril de 2014

Café Kafka - Staré Město - Praha - Foursquare - Praga - rep Checa

Café Kafka - Praga - Republica Checa
Café Kafka - Praga - foto por João Pires
Tome um café e prove um strudel de maçã no Franz Kafka Cafe, antes de uma visita ao museu judaico, composto pelo bens extorquidos de famílias que viviam nesta zona (Staré Město - Praha) antes da Segunda Guerra Mundial.

Foto por João Pires

ISO 80
12,6mm
-0,3EV
f/4
1/80

por Joao Pires

domingo, 13 de abril de 2014

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Retratos com luz natural

Retratos com luz natural
Retratos com luz natural


ISO 100; 50mm; -0,7EV; f/1,8; 1/60


Uma das formas mais eficazes de iluminação já inventada está disponível para quase todos os fotógrafos do mundo... a menos que viva numa cave e mesmo assim...

É a janela.

Este é o exemplo de um retrato com luz natural, perto de uma janela.

Muitos fotógrafos discutem qual o melhor equipamento de iluminação a comprar para para iluminar os seus retratos, mas eu sou um firme crente que a luz natural proporcionada por uma janela pode na maioria das vezes cumprir essa missão.

por Joao Pires

quinta-feira, 10 de abril de 2014

50 milímetros para fazer melhores fotos

É verdade. 

Existem apenas 50 milímetros separando-te das fotos desejadas. Claro que estou a falar de uma lente 50mm fixa (prime) que separa do objetivo.

Todos os felizes proprietários deste lente maravilhosa poderão testemunhar em seu nome, sobre a forma como a sua habilidade onde fortalecida por esta maravilha.

Eu tenho uma lente fixa de 50mm (Canon EF 50mm F1.8 II). Procurava uma lente leve, barata e imagens com detalhe.

Canon EF 50mm F1.8 II
Lente Fixa 50mm f/1,8


Não imaginava como poderia melhorar as minhas fotos com esta lente fixa.

Curioso com as potencialidades desta lente fui experimentá-la.

Com a utilização de uma lente fixa, passei a andar para a frente e para trás até conseguir o enquadramento desejado.
Agora tenho que que movimentar muito mais até conseguir aquele enquadramento.

Clique, olha para o ecrã LCD e volta a enquadrar, clicar e olhar para o ecrã, vezes sem conta até acertar.

Esta lente obrigou-me a reenquadrar a cena.

E quando não existe espaço para me movimentar, tenho que me contentar com um pedaço da cena, com o melhor enquadramento possível.

Com esta lente, consegui sair das fotos habituais e passei a fazer fotos com novo tipo de enquadramento.
Mas também há mais contraste, a composição passou a ser mais apurada, parece quase um 3D.

50mm prime lens


Não me tornei um fotógrafo melhor da noite para o dia com esta lente fixa (prime), pois já tinha conseguido algumas fotos interessantes com a Canon EF-S 18-55mm.

A diferença é que com esta nova lente passei a fazer fotos com uma nova perspectiva.

Percebo agora que esta lente veio trazer uma nova dimensão às minhas fotografias.
É que com esta lente, me vejo obrigado a procurar um novo ângulo, uma nova perspectiva para cada foto.

A lente 50mm fixa ajudou-me a sair da minha zona de conforto e procurar uma nova dimensão e demonstrou-me outras formas de fazer uma boa foto.

Nos dias que correm, a industria da fotografia tornou a nossa vida mais fácil mas também tende a aumentar a mediocridade com o zoom.

Apontar, zoom e clique.
Não existe forma mais rápida de fazer uma foto banal.

Não estou a dizer que as lentes zoom servem apenas para fazer fotos banais.
As lentes zoom também servem para fazer fotos incríveis. O que pretendo dizer é que se a lente zoom for corretamente utilizada, podem obter-se belas fotos, desde que se saiba compor cada imagem.
como compor suas fotos.

Compor, mover, compor novamente, mover, procurar novos ângulos, novas perspectivas.
Essa é a receita para fazer um trabalho superior.

Eu também comprei a lente Canon EF 40mm f/2.8 STM, que se aplica muito bem a fotos de rua e também a fotos de retrato. Esta lente também é conhecida como a panqueca, devido ao seu tamanho reduzido.

Canon EF 40mm f/2.8 STM
Lente Fixa 40mm f/2,8


As fotos são brilhantes.

Em conclusão:

As Lentes Prime (fixas) obrigam a compor melhores fotos. 
Não se limita a fazer zoom.
Tem que se aproximar do assunto, ficar de joelhos ou escalar uma cerca, subir um muro, saltar até conseguir "aquela" foto.

Portanto, não basta clicar para tirar fotos, é preciso construir a imagem.
por Joao Pires

segunda-feira, 7 de abril de 2014

segunda-feira, 31 de março de 2014

Jogging in Porto, Portugal - Running Routes

Jogging Routes Porto Portugal photo Joao Pires
Jogging Routes Porto Portugal

Porto jogging routes Portugal Porto

Die besten Jogging Routen in Porto (Portugal)

Running Routes: Porto Center, Portugal Running Route

Jogging in Porto, Portugal


walkjogrun.net

de.wikiloc.com

joggingroutes.org

mearoundporto.blogspot.com

fotografia-pura.blogspot.com

sexta-feira, 28 de março de 2014

terça-feira, 25 de março de 2014

domingo, 23 de março de 2014

Qualidade de vida das árvores na Fundação de Serralves



Folhas de Carvalho por Joao Pires
Folhas de carvalho
ISO 100; 40mm; f/5; 1/200


A Fundação de Serralves é uma instituição cultural de âmbito europeu ao serviço da cultura e da natureza.

Qualidade de vida das árvores e a preservação do seu património paisagístico.

Toda a beleza das árvores raras e com cores fascinantes.

por Joao Pires



sexta-feira, 14 de março de 2014

Mark Pain - Fotógrafo de Desporto

Conceituado fotógrafo profissional de desporto Mark Pain já cobriu os intemporais Jogos Olímpicos, mundiais de râguebi e futebol e campeonatos de atletismo.

Mark Pain - Fotógrafo de Desporto
Mark Pain - fotógrafo de desporto

Em 2011 lançou a primeira escola de fotografia de desporto no Reino Unido.

Mark Pain é um multi-premiado Fotógrafo de Desporto com mais de 20 anos de experiência e reconhecimento internacional. Cobrindo os principais eventos, desde os Jogos Olímpicos para a Ryder Cup em todo o mundo, e de futebol e Taças do Mundo de Rugby ao Campeonato Mundial de Atletismo, Mark trabalhou no topo de sua profissão durante muitos anos. 

Mark Pain faz fotos semanalmente da Premier League de futebol inglesa para o jornal Mail on Sunday, bem como a captura de retratos e características das maiores e melhores estrelas do mundo do desporto.

O Portfolio de Mark Pain não é limitado a desporto, no entanto, e outros aspectos de seu trabalho variam como seja fotografia de alimentos. Trabalhar para tanto editorial e clientes corporativos, Mark é o Chefe Sports Photographer of The Mail On Sunday. 

Tendo vencido muitas competições e sido muito elogiado em diversas ocasiões, inclusive como finalista de Desporto no World Press Photo 1998, Mark foi nomeado Sports Photographer of the Year em 2011 e 2005, nos British Press Awards.

por Joao Pires